Cinema- Venom: Tempo de Carnificina - Humor, Bromance e Ação pra Valer!


 Venom-Tempo de Carnificina ( 2021, Venom-Let There Be Carnage), de Andy Serkis. Com Tom Hardy, Woody Harrelson e Michelle Williams. O filme tem data de estréia no Brasil para 07/10 e à convite da Sony e das amigas  e parceira s da Espaço Z, já assisti ao longa e trago minha crítica sem spoilers.

Do realease oficial:

Tom Hardy retorna às telonas como o protetor letal Venom, um dos maiores e mais complexos personagens do universo MARVEL. Dirigido por Andy Serkis, com roteiro de Kelly Marcel e história escrita por Tom Hardy e Marcel, o filme também traz no elenco Michelle Williams, Naomie Harris e Woody Harrelson no papel do vilão Cletus Kasady / Carnificina. 

Após um ano dos acontecimentos do primeiro filme, Eddie Brock (Tom Hardy) está com problemas para se acostumar na vida com o simbionte Venom. Eddie tenta se restabelecer como jornalista ao entrevistar o serial killer Cletus Kasady(Woody Harrelson), também que acaba adquirindo um simbionte chamado Carnificina e que acaba escapando da prisão, o que trará o caos à cidade de São Francisco.

Após assistir o longa, me veio a memória a primeira cena do primeiro trailer desse filme:

A cena onde o simbionte Venom prepara o café da manhã pro Eddie é o exato tom que o filme traz. Um misto de comédia de amigos, bromance e ação, e que não se leva tão á sério como foi o roteiro do primeiro filme. O roteiro criado por Kelly Marcel e Tom hardy tem em seu ponto forte as boas interação entre Eddie Brock e o Venom. Eddie quer manter a discrição e retomar a sua carreira de repórter, enquanto o Venom quer ser um bicho solto, viver livre e comer cabeças de "caras maus". Esse conflito por diverdas vezes, sustenta a narrativa do filme , e em paralelo, temos o surgimento e origens de Cletus Kasady e como ele foi parar na prisão e seu relacionamento com Francis Barrison (Naomie Harris),a Shriek. Continuando os eventos do primeiro filme, Brock segue as suas entrevistas com Kasady, até que um evento faça com que Cletus adquira o Carnificina. A partir desse ponto, o filme passa a manter mais focado na ação, até o seu final. O tempo de projeção é de 97 minutos, o que faz o filme ater-se ao básico, sem perder tempo pra enrolação, mas ao mesmo tempo ,se tivesse gasto uns 10 minutos a mais pra trabalhar melhor as motivações de alguns personagens , isso teria feito muito bem ao projeto. 

Como Eddie e Venom estão numa eterna "DR", os diálogos dos dois personagens sempre são divertidos e afinados, com o bônus do simbionte ter desenvolvido a arte ácida de zoar o Eddie o tempo todo. Esse clima de humor irreverente e sarcástico dá o tom das relações, inclusive com a Anne (Michelle Williams) sempre lidando com pena do Eddie ou usando de elogios adolescentes pra conversar com o Venom. Essas piadas ao mesmo tempo que ajudam na narrativa do filme, mostram-se um pouco deslocadas quando usadas com Cletus, mas que somem no momento que o filme foca na brutalidade do Carnificina, mesmo num longa com censura baixa , a já conhecida "PG-13" estadunidense. 

A estrutura de atos no filme é um pouco deslocada e até bagunçada. Há cenas que ficariam melhor em pontos diferentes do filme. Essa sensação se intensifica devido a problemas de edição, que acabaram  deixando algumas cenas picotadas e com cortes rápidos demais, em especial na ação, e outras extensas demais, como em algumas cenas de comédia. A trilha a sonora assinada por Marco Beltrami é simples e cumpre o seu papel, mesmo aqui e ali usando alguns acordes do Danny Elfman em Homem-Aranha de 2002. A fotografia  no longa é sempre próxima dos personagens, salvo exceções pontuais, o design de produção é bem simples, o que ajuda a gerar contraste quando a ação e os simbiontes surgem na tela. Os efeitos visuais são até bem resolvidos ,mesmo pecando pontualmente.

Esse é um tour de force do Tom Hardy e ele se sai muito bem nesse dupla jornada. Woody Harrelson caiu como uma luva no papel de Cletus Kasady, mesmo sentindo que ele poderia ser mais alucinado se o filme tivesse uma classificação indicativa maior. Michelle Williams abraça de vez o clima amalucado do filme. Naomie Harris acaba tendo pouco a fazer com o pouco que lhe deram.



Venom-Tempo de carnificina é uma bobagem até divertida. Andy Serkis, Tom Hardy e Woody Harrelson sabem não se levar tão a sério assim e assumem o lado B da obra. Boas piadas, bons ganchos pra continuações, um bromance divertido de um homem e seu simbionte de estimação e um bom massavéio com cara de hqs dos anos 1990,  conseguem divertir. Porém , ir pra esse lado não é o suficiente para sustentar o longa. Esse é um filme que agradará o grande público com certeza.

Ah...TEM CENA PÓS CRÉDITOS! Fique na poltrona!


Comentários

  1. Eu vi a cena pós-crédito ANTES de assistir o filme. :/

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  2. Também vi. Assim não preciso ver esse filme tão cedo...

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  3. Deveria ter dito "Michelle Williams abraça de vez a reforma do banheiro com o troco que ganhou por esse filme".

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