CINEMA- 007:Sem Tempo para Morrer (2021) - A última missão de Daniel Craig!







007: Sem Tempo Para Morrer,( 007 No Time to Die 2021) de Cary Joji Fukunaga ,chega aos cinemas finalmente após diversos atrasos devido a pandemia de covid 17. Já pude conferir o longa-metragem e gostaria de agradecer o convite parceria das amigas da Espaço z e da Universal filmes.

James Bond (Daniel Craig)está aposentado. Ao lado da doutora Madeleine Swann (Léa Seydoux), bonde vive tranquilamente algo raro em sua vida um amor verdadeiro. Porém, diversos problemas do passado e uma nova ameaça global, forçam Bond a voltar à ativa e para sua surpresa ele encontra Nomi ( Lashana Lynch) como a nova 007.

Esse filme possui diversas características que o tornam um diferencial dentro da franquia: ele é o vigésimo quinto filme de James Bond e também marca a despedida de Daniel Craig  após 15 anos interpretando o personagem.  Craing surgiu após um período onde o personagem 007 estava completamente desconectada do grande público, e a aposta em um Bond mais visceral e mais humano, acertou em cheio quando foi lançado o filme Cassino Royale( 2006). De lá para cá, ele interpretou 007 em outros três filmes e agora chegamos na sua quinta e última participação. Sem tempo para Morrer foi um filme que teve muitos adiamentos devido à convid-19 e isso acabou alavancando as expectativas para esse filme e também se a despedida de Daniel Craig faria jus ao seu longo tempo interpretando o personagem.



O roteiro escrito a oito mãos, por Fukunaga, Neal Purvis,Robert Wade e Phoebe Waller-Bridge consegue preencher o longo tempo de duração que o filme tem com 2h e 43min.. isso faz com que o filme yenha um bom ritmo Entretanto é possível retirar aproximadamente uns 10 minutos do longa e eles não fariam falta.  O roteiro foca-se em especial em James Bonf e na Doutora Swann, mostrando como o relacionamento dos dois tornou-se maior e mais problemático desde o filme anterior , 007 contra Spectre (2015). Bond também precisa encarar o desafio de não ser mais uma figura relevante dentro do MI-6. Nomi , a sua substituta como nova agente 007, tem uma presença e um papel importante na trama. O roteiro consegue dosar bem os momentos de calma , tensão e ação e os diálogos são bem construídos e naturais em sua maioria. Entretanto o maior problema do filme encontra-se no vilão Safin (Rami Malek), que acaba caindo em exageros desnecessários para o papel, mesmo sendo um clichê ter vilões exagerados na franquia 007.

Na parte técnica, o filme planos planos belíssimos. A direção de fotografia consegue explorar muito bem grandes cenas panorâmicas  onde o cenário se torna gigantesco, mostrando a grandiosidade, seja n ação ou mesmo a contemplação No silêncio dos personagens. Esses dois itens, tanto ação quanto o silêncio são bastante reforçados nos momentos em que a fotografia utiliza super closes ou mesmo planos-detalhe para reforçar o sentimento das cenas. A já tradicional paleta de cores mais sóbrias e lavadas que os filmes da franquia possuem ganham um tom dourado sempre que possível para tornar os momentos mas tenros e pessoais. É até divertido ver como o trabalho de som criado por Hans Zimmer,que tem um trabalho bastante pessoal e único, ter-se moldado e tornando-se uma trilha sonora bastante tradicional de 007.

Até mesmo com 15 anos trabalhando com o personagen,  Daniel Craig traz uma nova performance para o seu James Bond. É visível como seu personagem está mais velho e Craig usa isso para compor um Bomd mais cansado, mas ao mesmo tempo, experiente em muitas de suas ações, seja como entrar de forma elegante numa cena. Durante de ação,o personagem já não é mais um iniciante e age como tal e até mesmo em momentos mais divertidos do longa, o Bond de Daniel Graig consegue ser até engraçado. Lashana Lynch consegue mostrar que a sua Nomi é uma excelente agente em campo,porém, ela é mais impulsiva e destemida do que o atual James Bond, mas ao mesmo tempo, lembra os seus dias de iniciante em Casino Royale e também, a Lashana possui uma bela e magnetica presença de tela. Lea Seydoux e sua Madeleine tem mais tempo de tela e também tem sua história melhor explorada e mostra o quanto as suas ligações com passado pode se tornar problemáticas no presente. Mesmo aparecendo pouco, a Paloma criada por Ana de Armas é uma maravilha. Os outros membos do M6 retornam para o longa, como Moneypenny ( Naomi Harris), Q ( Ben Winshaw) and M ( Ralph Fiennes), assim como Felix Leiter (Jeffrey Wright) e Christopher Waltz (Blofeld)e todos estão muito bem em seus papeis e infelizmente, Rami Malek e seu Satin é o ele fraco nesse time.




A espera valeu a pena. Daniel Craig se despede de James Bond em grande estilo em 007: Sem Tempo para Morrer.  Mesmo com pequenos problemas, o longa de Cary Joji Fukunaga é um filme ótimo. O longa honra muito bem a tradição dos grandes filmes de James Bond e fecha por completo a grande fase de Daniel Craig como o maior espião do mundo.
Obrigado, Daniel.

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